sexta-feira, 12 de julho de 2019

Resumo do primeiro capitulo: A formação de um Líder



A FORMAÇÃO DE UM LÍDER

Lisiane, Dante, Lizoneide, Márcio

Liderança: A inteligência emocional na formação do líder.
Daniel Goleman

1- AUTOCONSCIÊNCIA
Não é novidade que os níveis de inteligência emocional de um líder causam impacto significante nos resultados próprios, da equipe e da organização. Segundo Daniel Goleman, autor dos livros Inteligência Emocional e Foco, autoconsciência significa uma compreensão profunda das próprias emoções, forças, fraquezas, necessidades e impulsos, e é entendida como o primeiro componente da inteligência emocional. "... o que faz sentido quando se pensa que o Oráculo de Delfos deu o conselho 'conhece-te a ti mesmo' milhares de anos atrás". Afirmou Goleman em um artigo publicado na Harvard Business Review.
Pessoas com bom nível de autoconsciência tendem a não serem críticas demais e nem surrealmente esperançosas e são honestas consigo e com outros, pois reconhecem como seus sentimentos afetam a elas, as outras pessoas e seu desempenho profissional.
A autoconsciência também se manifesta pela compreensão que uma pessoa tem de seus próprios valores e metas - ela sabe para onde está indo e por que. Desse modo, se sou autoconsciente e tenho como objetivo construir meu próprio negócio, serei capaz de ser firme ao rejeitar uma proposta de emprego financeiramente tentadora mas que não se enquadra em meus princípios ou objetivos de longo prazo. Do lado contrário, uma pessoa pouco autoconsciente tende a tomar decisões que trazem agitação interior, pois passam por cima de valores arraigados.
Você já viu alguém tomar (ou já tomou) decisões que não estavam de acordo com seus valores ou metas? Provavelmente o resultado disso foi ansiedade/inquietação.
As decisões das pessoas autoconscientes se harmonizam com seus valores, com isso, quase sempre acham um trabalho que as estimule. Algumas características para detectar a autoconsciência são:
-Franqueza, uma capacidade de se autoavaliar realisticamente;
-Capacidade de falar com precisão e abertamente (sem efusão ou tom confessional) sobre suas emoções e o impacto que exercem em seu trabalho. Essas características às vezes se revelam no processo de contratação: "Peça a um candidato que descreva uma situação em que foi dominado por seus sentimentos e fez algo de que mais tarde se arrependeu. Candidatos autoconscientes serão francos em admitir um fracasso, e com frequência contarão suas histórias com um sorriso. Uma das características da autoconsciência é um senso de humor autodepreciativo", afirma Daniel Goleman.
Pessoas com autoconsciência elevada também conhecem suas forças e limitações, se sentem à vontade ao falar sobre elas e, com frequência, têm avidez pela crítica construtiva. São reconhecidas pela autoconfiança que apresentam (pois têm firme compreensão de suas capacidades) e são humildes para assumir quando precisarão de ajuda.
"...os riscos que correm são calculados. Não aceitarão um desafio que sabem que não podem realizar sozinhas. Elas agirão conforme suas forças", afirma Goleman.
Exercer liderança não é tarefa fácil, mas é possível desenvolver habilidades que farão de nós profissionais mais eficazes. A autoconsciência é uma delas.

2- AUTOGESTÃO
            Nossas emoções são dirigidas por impulsos biológicos, não sendo possivel eliminá-los, mas administrá-los. O autocontrole é o componente da inteligência emocional que nos liberta de sermos prisioneiros ne nossos sentimentos.
            O autocontrole possui um efeito multiplicador, sendo muito importante para os líderes em dois sentidos, ou seja, as pessoas que estão no controle de seus sentimentos e impulsos criam um ambiente de confiança e equidade, capazes dessa forma de aumentar a produtividade e reduzir a politicagem e as rivalidades. O autocontrole é importante por razões competitivas. Pessoas que dominam suas emoções são mais capazes de acompanhar as mudanças. O autocontrole aumenta a integridade, que não é apenas uma virtude pessoal, mas também uma força organizacional. Muitas das coisas ruins que acontecem nas empresas são em função do comportamento impulsivo.
            Os sinais do autocontrole emocional são fáceis de perceber: propensão pela reflexão e ponderação; adaptação a ambiguidade e mudanças; e integridade (uma capacidade de dizer não aos impulsos).
            A automotivação é um dos traços que praticamente todos os líderes eficazes possuem. É uma variedade da autogestão pela qual mobilizamos nossas emoções positivas para nos impelir às nossas metas. Líderes motivados são impelidos a realizarem alem das expectativas.
            Muitas pessoas são motivadas por fatores externos (salário, status, prestígio...). As de potencial de liderança são motivados por um desejo de realização pela REALIZAÇÃO. Para identificar esse tipo de líder, é preciso leitura de alguns sinais: 1- paixão pelo próprio trabalho, 2- estão elevando continuamente seu nível de desempenho, 3- gostar de focar nos resultados.
            Pessoas com alta motivação permanecem otimistas mesmo quando os indicadores estão contra elas, combinando neste caso com o autocontrole para superar a frustração    e depressão que advém do fracasso.  

3- EMPATIA
            O capítulo inicia falando, que de todas as dimensões da inteligência emocional, a empatia é a mais fácil reconhecida; o autor cita exemplos de pessoas empáticas, como aquele amigo sensível que sempre se coloca no lugar do outro, e também o contrário disso como um chefe insensível. Infelizmente quando se trata de negócios raramente encontramos profissionais empáticos, uma lastima, pois se houvessem líderes que fossem gestor de suas emoções e levassem em conta ponderadamente os sentimentos dos funcionários, as equipes renderiam muito mais em seus resultados e teriam satisfação.
            O autor também cita o seguinte exemplo: ‘’um gerente de divisão reuniu seu pessoal e fez um discurso sombrio enfatizando o número de pessoas que logo seriam demitidas. O gerente de outra divisão ofereceu ao seu pessoal outro tipo de discurso. Ele foi honesto sobre sua própria preocupação e perplexidade, e prometeu manter o pessoal informado e tratar todos com justiça. A diferença entre esses dois gerentes foi a empatia. O primeiro gerente estava preocupado demais com seu próprio destino para levar em conta os sentimentos de seus colegas apavorados. O segundo sabia intuitivamente o que seu pessoal estava sentindo, e reconheceu seus temores com suas palavras. É de surpreender que o primeiro gerente viu sua divisão afundar quando muitas pessoas desmotivadas, especialmente as mais talentosas, partiram? Em contraste, o segundo gerente continuou sendo um líder forte, seus melhores funcionários permaneceram e sua divisão continuou tão produtiva como sempre’’.
É desafiador liderar uma equipe e trabalhar em ambientes cada vez mais cheios de pessoas diferentes, o que é literalmente um caldeirão de emoções. Um bom líder precisa sentir e entender o ponto de vista de cada um de seus colaboradores, para gerir de maneira satisfatória. Ouvindo suas críticas e frustações individualmente, direcionando e encorajando a sinceridade no ambiente de trabalho, consequentemente formando um grupo que produz em sintonia.
Harmonia social é a chave do sucesso, por isso é essencial, conhecer seus pupilos e saber o que os motiva.

4- HABILIDADES SOCIAIS
Esta categoria envolve a aplicação da empatia e também a negociação das necessidades dos outros. Isso pode incluir encontrar algo em comum com os outros, gerenciar outros em um ambiente de trabalho e ser persuasivo.
Como Goleman explica, suas habilidades sociais afetam tudo, desde o desempenho do seu trabalho até sua vida romântica.
A habilidade social assume muitas formas – é mais do que simplesmente ser falante. Essas habilidades variam entre ser capaz de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como elas pensam sobre coisas, para ser um grande colaborador ou jogador em equipe, até entender de negociação. Todas essas habilidades são aprendidas na vida. Podemos melhorar qualquer uma delas que nos interesse, mas leva tempo, esforço e perseverança. Ter um modelo, alguém que incorpora a habilidade que queremos melhorar, ajuda, mas também precisamos praticar sempre que surgir uma oportunidade natural – e pode ser ouvindo um adolescente, não apenas momentos no trabalho.
Você pode começar com a forma mais comum de problemas sociais: resolver um desentendimento. É aí que você coloca todas as suas habilidades à prova em uma situação do mundo real.
Identificar e lidar com suas emoções: Sempre que você tiver uma discussão com outra pessoa, as coisas podem se aquecer. Se alguém envolvido estiver emocionalmente abalado, lembre-se primeiro desse problema. Tire um tempo para respirar e só depois volte ao problema. Em um ambiente de trabalho, isso pode significar desabafar com um amigo antes de responder seu chefe.
Responda a problemas reais quando estiver mais calmo: Depois de se acalmar, identifique o que é o conflito. Antes de ir para as soluções, assegure-se de que você e a outra pessoa concordam sobre quais são realmente os problemas. Proponha soluções que sejam mutuamente benéficas.
Pense de forma harmoniosa: Seja em negócios ou prazer, os relacionamentos funcionam melhor quando todos os envolvidos sabem que estão na mesma página. Mesmo se você não puder terminar com uma solução benéfica a todos, certifique-se de que a última intenção que você comunica é harmoniosa. Deixe claro que seu objetivo é encontrar um objetivo em comum, mesmo que vocês tenham pontos de vista diferentes.
Nem todo tipo de interação com outra pessoa será um conflito, é claro. Algumas habilidades sociais apenas envolvem conhecer novas pessoas ou socializar com pessoas de diferentes mentalidades. No entanto, resolver conflitos pode ser uma das melhores maneiras de aprender a aplicar suas habilidades emocionais. As disputas são melhor resolvidas quando você sabe o que deseja, pode comunicar-se com clareza, entender o que alguém quer e chegar a condições favoráveis para todos. Se você prestou atenção, notará que isso envolve todas as outras áreas do modelo de inteligência emocional.

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