A
FORMAÇÃO DE UM LÍDER
Lisiane, Dante, Lizoneide,
Márcio
Liderança:
A inteligência emocional na formação do líder.
Daniel Goleman
1-
AUTOCONSCIÊNCIA
Não é novidade que os níveis de inteligência
emocional de um líder causam impacto significante nos resultados próprios, da
equipe e da organização. Segundo Daniel Goleman, autor dos livros Inteligência
Emocional e Foco, autoconsciência significa uma compreensão profunda das
próprias emoções, forças, fraquezas, necessidades e impulsos, e é entendida como
o primeiro componente da inteligência emocional. "... o que faz sentido
quando se pensa que o Oráculo de Delfos deu o conselho 'conhece-te a ti mesmo'
milhares de anos atrás". Afirmou Goleman em um artigo publicado na Harvard
Business Review.
Pessoas com bom nível de autoconsciência
tendem a não serem críticas demais e nem surrealmente esperançosas e são
honestas consigo e com outros, pois reconhecem como seus sentimentos afetam a
elas, as outras pessoas e seu desempenho profissional.
A autoconsciência também se manifesta pela
compreensão que uma pessoa tem de seus próprios valores e metas - ela sabe para
onde está indo e por que. Desse modo, se sou autoconsciente e tenho como
objetivo construir meu próprio negócio, serei capaz de ser firme ao rejeitar uma
proposta de emprego financeiramente tentadora mas que não se enquadra em meus
princípios ou objetivos de longo prazo. Do lado contrário, uma pessoa pouco
autoconsciente tende a tomar decisões que trazem agitação interior, pois passam
por cima de valores arraigados.
Você já viu alguém tomar (ou já tomou)
decisões que não estavam de acordo com seus valores ou metas? Provavelmente o
resultado disso foi ansiedade/inquietação.
As decisões das pessoas autoconscientes se
harmonizam com seus valores, com isso, quase sempre acham um trabalho que as
estimule. Algumas características para detectar a autoconsciência são:
-Franqueza, uma capacidade de se autoavaliar
realisticamente;
-Capacidade de falar com precisão e
abertamente (sem efusão ou tom confessional) sobre suas emoções e o impacto que
exercem em seu trabalho. Essas características às vezes se revelam no processo
de contratação: "Peça a um candidato que descreva uma situação em que foi
dominado por seus sentimentos e fez algo de que mais tarde se arrependeu.
Candidatos autoconscientes serão francos em admitir um fracasso, e com
frequência contarão suas histórias com um sorriso. Uma das características da
autoconsciência é um senso de humor autodepreciativo", afirma Daniel
Goleman.
Pessoas com autoconsciência elevada também
conhecem suas forças e limitações, se sentem à vontade ao falar sobre elas e,
com frequência, têm avidez pela crítica construtiva. São reconhecidas pela
autoconfiança que apresentam (pois têm firme compreensão de suas capacidades) e
são humildes para assumir quando precisarão de ajuda.
"...os riscos que correm são calculados. Não aceitarão um desafio que sabem que não podem realizar sozinhas. Elas agirão conforme suas forças", afirma Goleman.
"...os riscos que correm são calculados. Não aceitarão um desafio que sabem que não podem realizar sozinhas. Elas agirão conforme suas forças", afirma Goleman.
Exercer liderança não é tarefa fácil, mas é
possível desenvolver habilidades que farão de nós profissionais mais eficazes.
A autoconsciência é uma delas.
2- AUTOGESTÃO
Nossas
emoções são dirigidas por impulsos biológicos, não sendo possivel eliminá-los,
mas administrá-los. O autocontrole é o componente da inteligência emocional que
nos liberta de sermos prisioneiros ne nossos sentimentos.
O
autocontrole possui um efeito multiplicador, sendo muito importante para os
líderes em dois sentidos, ou seja, as pessoas que estão no controle de seus
sentimentos e impulsos criam um ambiente de confiança e equidade, capazes dessa
forma de aumentar a produtividade e reduzir a politicagem e as rivalidades. O
autocontrole é importante por razões competitivas. Pessoas que dominam suas
emoções são mais capazes de acompanhar as mudanças. O autocontrole aumenta a
integridade, que não é apenas uma virtude pessoal, mas também uma força
organizacional. Muitas das coisas ruins que acontecem nas empresas são em
função do comportamento impulsivo.
Os
sinais do autocontrole emocional são fáceis de perceber: propensão pela
reflexão e ponderação; adaptação a ambiguidade e mudanças; e integridade (uma
capacidade de dizer não aos impulsos).
A
automotivação é um dos traços que praticamente todos os líderes eficazes
possuem. É uma variedade da autogestão pela qual mobilizamos nossas emoções
positivas para nos impelir às nossas metas. Líderes motivados são impelidos a
realizarem alem das expectativas.
Muitas
pessoas são motivadas por fatores externos (salário, status, prestígio...). As
de potencial de liderança são motivados por um desejo de realização pela
REALIZAÇÃO. Para identificar esse tipo de líder, é preciso leitura de alguns
sinais: 1- paixão pelo próprio trabalho, 2- estão elevando continuamente seu
nível de desempenho, 3- gostar de focar nos resultados.
Pessoas
com alta motivação permanecem otimistas mesmo quando os indicadores estão
contra elas, combinando neste caso com o autocontrole para superar a
frustração e depressão que advém do fracasso.
3- EMPATIA
O capítulo inicia falando, que de
todas as dimensões da inteligência emocional, a empatia é a mais fácil
reconhecida; o autor cita exemplos de pessoas empáticas, como aquele amigo
sensível que sempre se coloca no lugar do outro, e também o contrário disso
como um chefe insensível. Infelizmente quando se trata de negócios raramente
encontramos profissionais empáticos, uma lastima, pois se houvessem líderes que
fossem gestor de suas emoções e levassem em conta ponderadamente os sentimentos
dos funcionários, as equipes renderiam muito mais em seus resultados e teriam
satisfação.
O autor também cita o seguinte
exemplo: ‘’um gerente de divisão reuniu seu pessoal e fez um discurso sombrio
enfatizando o número de pessoas que logo seriam demitidas. O gerente de outra
divisão ofereceu ao seu pessoal outro tipo de discurso. Ele foi honesto sobre
sua própria preocupação e perplexidade, e prometeu manter o pessoal informado e
tratar todos com justiça. A diferença entre esses dois gerentes foi a empatia.
O primeiro gerente estava preocupado demais com seu próprio destino para levar
em conta os sentimentos de seus colegas apavorados. O segundo sabia
intuitivamente o que seu pessoal estava sentindo, e reconheceu seus temores com
suas palavras. É de surpreender que o primeiro gerente viu sua divisão afundar
quando muitas pessoas desmotivadas, especialmente as mais talentosas, partiram?
Em contraste, o segundo gerente continuou sendo um líder forte, seus melhores
funcionários permaneceram e sua divisão continuou tão produtiva como sempre’’.
É desafiador
liderar uma equipe e trabalhar em ambientes cada vez mais cheios de pessoas
diferentes, o que é literalmente um caldeirão de emoções. Um bom líder precisa
sentir e entender o ponto de vista de cada um de seus colaboradores, para gerir
de maneira satisfatória. Ouvindo suas críticas e frustações individualmente,
direcionando e encorajando a sinceridade no ambiente de trabalho,
consequentemente formando um grupo que produz em sintonia.
Harmonia social
é a chave do sucesso, por isso é essencial, conhecer seus pupilos e saber o que
os motiva.
4- HABILIDADES SOCIAIS
Esta categoria envolve a aplicação da empatia
e também a negociação das necessidades dos outros. Isso pode incluir encontrar
algo em comum com os outros, gerenciar outros em um ambiente de trabalho e ser
persuasivo.
Como Goleman explica, suas habilidades
sociais afetam tudo, desde o desempenho do seu trabalho até sua vida romântica.
A habilidade social assume muitas formas – é
mais do que simplesmente ser falante. Essas habilidades variam entre ser capaz
de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como elas pensam sobre
coisas, para ser um grande colaborador ou jogador em equipe, até entender de
negociação. Todas essas habilidades são aprendidas na vida. Podemos melhorar
qualquer uma delas que nos interesse, mas leva tempo, esforço e perseverança.
Ter um modelo, alguém que incorpora a habilidade que queremos melhorar, ajuda,
mas também precisamos praticar sempre que surgir uma oportunidade natural – e
pode ser ouvindo um adolescente, não apenas momentos no trabalho.
Você pode começar com a forma mais comum de
problemas sociais: resolver um desentendimento. É aí que você coloca todas as
suas habilidades à prova em uma situação do mundo real.
Identificar
e lidar com suas emoções: Sempre que você tiver uma discussão com
outra pessoa, as coisas podem se aquecer. Se alguém envolvido estiver
emocionalmente abalado, lembre-se primeiro desse problema. Tire um tempo para
respirar e só depois volte ao problema. Em um ambiente de trabalho, isso pode
significar desabafar com um amigo antes de responder seu chefe.
Responda
a problemas reais quando estiver mais calmo: Depois de se
acalmar, identifique o que é o conflito. Antes de ir para as soluções, assegure-se
de que você e a outra pessoa concordam sobre quais são realmente os problemas.
Proponha soluções que sejam mutuamente benéficas.
Pense
de forma harmoniosa: Seja em negócios ou prazer, os
relacionamentos funcionam melhor quando todos os envolvidos sabem que estão na
mesma página. Mesmo se você não puder terminar com uma solução benéfica a
todos, certifique-se de que a última intenção que você comunica é harmoniosa.
Deixe claro que seu objetivo é encontrar um objetivo em comum, mesmo que vocês
tenham pontos de vista diferentes.
Nem todo tipo de interação com outra pessoa
será um conflito, é claro. Algumas habilidades sociais apenas envolvem conhecer
novas pessoas ou socializar com pessoas de diferentes mentalidades. No entanto,
resolver conflitos pode ser uma das melhores maneiras de aprender a aplicar
suas habilidades emocionais. As disputas são melhor resolvidas quando você sabe
o que deseja, pode comunicar-se com clareza, entender o que alguém quer e
chegar a condições favoráveis para todos. Se você prestou atenção, notará que
isso envolve todas as outras áreas do modelo de inteligência emocional.
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